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Teoria sobre Alison DiLaurentis - Em conto.







Capitulo 1- O começo.

Há muito tempo atrás, numa cidade chamada Rosewood, vivia um casal que ainda estava na universidade. Chamavam-se Veronica e Peter Hastings.
Veronica estava grávida de sua primeira filha, ia chamá-la de Melissa. Era uma gravidez não planejada, afinal eles ainda não tinham um grande patrimônio, estavam com  a estrutura e a rotina familiar  se ajustando. Mas com a gravidez eles tiveram que se ajustar a nova rotina de pré-natais e enjoos... e o próprio casamento.
Melissa nasceu, mas mesmo antes e os Hastings não estavam muito bem no relacionamento. Peter conhece Jessica e por acaso, ela também engravida. Mas Jessica era casada com Kenneth Day-Dilaurentis, então ele acha que o filho é dele e o batiza como Jason Day-Dilaurentis.
Peter e Jessica não se viram mais depois que ela contou sobre o verdadeiro DNA de Jason para Peter, pois ela se mudou para Connecticut, Veronica e Kenneth não souberam a real história por trás de Jason D.
Anos se passaram e alguma coisa muito séria aconteceu onde os Day-Dilaurentis viviam. Eles voltaram para Rosewood com dois filhos, Alison e Jason. E viraram somente Dilaurentis.




- Pai, tem alguém se mudando para a casa ao lado. – Comentou Spencer, olhando da janela da cozinha.
Spencer, filha caçula dos Hastings. Cabelos castanhos levemente escuros, rosto cumprido e angular, traços bem definidos, para uma garotinha de apenas 8 anos.
Peter não ligou para o comentário da filha, até ouvir uma voz familiar. Era Kenneth, advertindo o filho sobre algum comentário maldoso sobre sua filha. Mas aparentemente, não tinha como ver defeitos em Alison. Cabelos longos e loiros, com cachos bem definidos e rosto em formato de coração.
Spencer torceu a boca quando viu a garotinha da mesma idade que ela, saindo do carro, olhando diretamente para ela, dando um sorriso amistoso. Porém, se olhasse com cuidado, daria para ver o fundo de sarcasmo que nela continha.
Jason, Melissa, Alison e Spencer cresceram, sem saber a verdadeira história por trás da família deles. Mas Spencer sempre percebeu que havia algo mais, do que o pai dizia. Bom, Peter nunca foi muito de dar satisfações, sempre que podia fugia do assunto, quando o perturbava.
- Para Jason! Vou contar para todos do colégio o que você anda fazendo escondido! Ah se vou! Você está muito ferrado! – Ameaçou Alison, enquanto andava para seu quarto com a câmera de vídeo do seu irmão em mãos.
- Me devolve essa câmera! ALISON!! ME DEVOLVE AGORA! – Bradou Jason, segurando o braço de Ali.
- Ou o quê? O que você vai fazer comigo? HÁ HÁ! – Riu com máxima ironia que conseguia em tom desafiador. Jason permaneceu encarando-a. Alison colocou as mãos para trás, em posse da câmera e disse: - Pega então! – Sorriu ironicamente, apoiando as costas na parede.
Jason foi para cima dela, tentando alcançar a câmera. O que não era muito difícil, pois ela era bem mais baixa do que ele e com menos força.
- PAI! SOCORRO! – Alison gritou instantaneamente, sem deixar tempo para Jason pular para trás. Kenneth abriu a porta do quarto da frente e viu Jason emparedando sua irmã na porta do próprio quarto.
- O que você pensa que está fazendo com ela, seu .... – Se interrompeu, fez uma pausa enquanto Jason se afastava de Alison e continuou – Jason, vai para o seu quarto agora!
- Alison, você vai me pagar por isso! – Ameaçou, indo para o quarto, olhando para os dois.
- Nunca mais ameace sua irmã! Olha como ela está assustada! – Disse Kenneth, alto, mas pausadamente.
Alison festejou sua pequena vitória e se fez de vítima. Mas como sabia que ia precisar do irmão mais tarde, disse uma parte da verdade, quando lhe foi questionado. Kenneth a amava mais do que qualquer coisa no mundo e mesmo sem saber sobre a paternidade verdadeira de Jason, amava-a mais do que o filho mais velho. Mas não podia dizer em voz alta.
Todas as famílias possuem segredos. Segredos às vezes são importantes para manter a ordem e a boa convivência... Ah e claro, perigos e amizades.
Alison era ótima em fazer certas coisas. Dizer uma nova versão e culpar outra pessoa pelos seus atos. Ao longo dos anos, seus “dons” foram se aperfeiçoando de uma forma maldosa e encantadora, poucos apenas não caiam na sua graça.
Jason já havia se acostumado com a clara preferência que os pais tinham por Alison e sempre que tinham alguma desavença, ele trancava a porta do quarto e pulava a janela. Sempre tinha uma festa acontecendo e ele sempre sabia onde arrumar mais confusão engarrafada.

- Jason, abre a porta! – Ouviu Jason, prestes a pular a janela.
- O que você quer? Defender de novo sua frágil e adorada filha mais nova? Já sei da sua ladainha decorada, poupe sua saliva e meu tempo!
-Alison me contou que você só queria a câmera de volta, que não estava fazendo nada com ela. Pode sair do quarto! – Disse o pai, tento se desculpar.
- Se eu tivesse tido a chance de falar, “ela” não precisava ter “esclarecido” nada. – Disse após abrir a porta do quarto.
- Desculpe, mas parecia...
- Parecia o que? Você acha que eu seria capaz de fazer alguma coisa com ela? Acho que você se esqueceu que o “gene mau” da família “Dilaurentis” não sou eu! – Enfrentou-o Jason, pegando sua mochila e caminhando pelo corredor.
- Onde você vai? – Questionou Kenneth
- Sair!
Eric Kahn estava dando uma festa, era sexta-feira de noite e todos do colégio Rosewood Day, dos 2º anos em diante estavam lá.  Entre eles se destacavam Cece Drake, Garrett Renalds e Ian Thomas.
Ian era namorado de Melissa Hastings e melhor amigo de Garrett e Jason. Os três fundaram uma espécie de clube, que se chamava N.A.T. (Nos Animadvertus Totus) Clube, traduzindo seria “Nós vemos tudo”. Era um tipo de grupo de espionagem. Eles escondiam câmeras em vários lugares, filmavam pessoas e eles mesmos enquanto conversavam (e/ou outras coisas).
Alison descobriu uma dessas gravações, que era relacionada a alguém do colégio, então era uma ótima forma de chantagear o irmão, tento algo contra ele.
- Ian! Chega. Já é o seu 5º copo de ponche! Eu não vou deixar você me levar pra casa bêbado. Você prometeu pro meu pai que ia me levar! – Alertou Melissa, tirando o copo azul da mão de Ian.
- Relaxa Melissa, nada vai acontecer. Prometo! – Respondeu, pegando o copo da mão dela e sorriu, abraçando a cintura dela.
- Verdade ou consequência? – Perguntou Eric à Cece, após girar a garrafa.
- Verdade.
- É verdade que você seduziu o vice-diretor da universidade da Pensilvânia, para poder garantir sua vaga antecipada da faculdade?
- Não só seduzi, como fiz outras coisas. – Sorriu após responder, mexeu o copo que estava em sua mão, para o gelo se desgrudar e sorveu o liquido. – Viva a U-Penn!

- Garrett, verdade ou consequência? – Perguntou Cece, após girar a garrafa novamente.
- Consequência.
- Eu te desafio a mostrar uma de suas gravações esquisitonas pra todo mundo que está aqui na roda.
- E se eu não mostrar?
- A gente vai colocar maconha no seu carro e ligar pra polícia. E lá se vai sua carreira de policial. – Provocou Cece, enquanto Garrett olhava para os outros membros do NAT clube.
- Não é algo que seja do seu interesse. Não tem nada que você queira ver nas gravações. – Disse, rápido demais.
- Isso quem decide sou eu. Coloca a fita para rodar!
- Cara, isso vai dar merda! – Reclamou Jason para Ian.
- O que acontece na Cabana dos Kahn, fica na cabana dos Kahn? – Perguntou Garrett.
- Claro, o que acontece no verdade ou consequência, fica no verdade ou consequência. – Disse Cece, cruzando os dedos. – Pode confiar. Ninguém aqui vai contar para ninguém o que ver na gravação. ... E eu quero a mais recente. – Provocou novamente.
- Tá, tudo bem. – Disse receoso, mexendo na mochila. Pegou uma das fitas de gravação e colocou no aparelho de reprodução e apertou play.
- Quem é essa pessoa? Por que vocês filmaram um pedreiro?- Perguntou Melissa, debochando do hobby dos garotos.
- É o Billy, ele está reformando a parte de trás da casa dos DiLaurentis.  Eu disse que não tinha nada demais. – Disse Garrett, aliviado. Pegou um punhado de amendoim e colocou na boa. Enquanto esperava a gravação terminar. A fita não estava completa, por tanto não havia muita coisa gravada.
- Espera, ele está olhando pra sua irmã... – Apontou Cece, olhando para Jason. – Agora sim, isso está ficando divertido!

Garrett pegou a garrafa e rodou.
- Cece pergunta pro Jason.
- Puts. – Reclamou Jason, sabendo que Cece sempre sabia mais do que aparentava saber. Jamais ousaria dizer “Verdade”.
- Verdade ou consequência? – Perguntou Cece, com ar de satisfação.
- Consequência.- Respondeu Jason, prontamente.
- Está vendo a Lisa, sentada ali com o menino da camiseta preta?
- Sim, o que eu  tenho que fazer com ela?
- Você vai convencê-la que não deve ficar com ele, que você é melhor. Vai trazê-la pra cá e quando eu mandar, você vai dispensá-la.
- Só isso? – Perguntou Jason confuso, se levantando.
- Sim, só uma coisa... Não deixa ele te bater. Planeja o que você vai falar com ela primeiro. Soube que ela vai fazer faculdade de jornalismo. – Piscou para Jason.
 Jason a encarou, duvidoso da ajuda que ela concedeu a ele, mas mesmo assim foi falar com Lisa Cochran.










Capitulo 2-

- Eu sei que tem alguém ai fora! Eu vi vocês chegando no jardim pela janela! Podem sair! – Gritou Alison, da porta da varanda.

E então, todas sairam de trás de onde estavam se escondendo. Eram quatro meninas, entre elas Spencer Hastings, irmã de Melissa. As outras 3 eram Aria Montgomery, Emily Fields e Hanna Marin. Todas estudantes do colégio Rosewood Day.
Alison encarava todas elas com curiosidade e ar de alto-suficiência, como se estivesse já cansada de olhar para elas. Principalmente para os braços rechonchudos de Hanna e seu cabelo sem brilho.

- Se vocês estavam procurando pela bandeira, podem ir embora. Alguém roubou antes de vocês.
- Sério? – Perguntou Hanna, decepcionada, mas animada por Alison estar falando com ela.
- Sério. – Disse dando um meio sorriso. – O pior é que eu já tinha decorado ela inteira, o logo da Channel tinha ficado incrível nela. – comentou, mas logo se deteve em continuar falando, como se fosse errado dar detalhes ou conversar com elas.
Jessica Dilaurentis gritou algo de dentro da casa e Alison respondeu “Ta bom, mãe!” E voltou a olhar para as meninas, como se não as reconhecesse ou achando que elas já deveriam estar na metade do caminho para casa.

- Bom, acho que eu vou embora então... – Comentou Aria, esperando que Alison as convidasse para entrar e tomar um chá. Mas Alison apenas acenou com a cabeça, como se concordasse com o comentário.
Todas começaram a andar em direção à casa, chateadas de não terem conseguido roubar a cápsula do tempo. Estavam tão esperançosas que iam conseguir. Claro que separadamente. Nenhuma delas se conhecia oficialmente. Apenas estudavam juntas em algumas aulas, nada mais do que isso. Eram completamente estranhas, com dois desejos em comum. A bandeira da cápsula do tempo e que a Dona desse pedaço da bandeira, falasse com elas.
Quando Aria estava passando pela parte de trás da casa, ela encontra Jason, segurando a bandeira, olhando o carro dos pais se afastar.

- Era isso que você queria? Isso que você veio buscar?
- Acho que sim... – Respondeu confusa.
- Pega! Isso já deu mais confusão do que deveria. – Entregou o tecido pintado para ela e voltou a andar, para onde estava indo. Sem dar a chance de deixar Aria questionar ou perguntar algo sobre ou como ele conseguiu pegar da irmã a bandeira.
Ela guardou dentro do bolso e continuou andando até chegar em casa e escondeu a bandeira dentro de uma caixa, bem no fundo... Ela jamais teria coragem de dizer para Alison que roubou sua bandeira, que com tanto empenho ela coloriu e desenhou.
Cápsula do tempo era um jogo feito pelo colégio. Os veteranos dos 3º e 4º anos espalhavam pedaços da bandeira da escola por toda a escola. Quem achava um pedaço, podia desenhar e pintar o que quisesse e assim, ficaria conhecido pela escola. Mas tinha uma regra que favorecia quem não encontrasse um pedaço: Você poderia roubar de quem achou.
Depois de todos os pedaços encontrados, eles costuravam de novo e penduravam no mastro da Rosewood Day.

Aria tinha pele clara e cabelos longos e pretos, com mechas rosas. Seus pais, Byron e Ella tinham feito licenciatura. Byron dava aulas, mas Ella preferia a arte, então começou a trabalhar numa galeria.  Aria tinha um irmão mais novo também, mas ainda era uma criança... quase sem história. Por enquanto.

Quando foi anunciado o começo da caça à cápsula do tempo, Alison ficou se gabando para o colégio inteiro que seria fácil para ela encontrar, pois seu irmão era do 3º ano e ia contar para ela onde estava um dos pedaços da bandeira.

Alison, após esperar que todas estivessem fora do jardim dela, subiu até seu quarto e começou a reler seu diário, exatamente como fez no dia anterior. Ela precisava estudar um jeito daquilo dar certo, ninguém podia descobrir nada. Tinha que ser tudo perfeito. Afinal, aquela era sua nova vida e ela que tinha que ter o comando da situação.
Hanna chegou em casa feliz e arrasada ao mesmo tempo. Ashley, sua mãe a observava guardar a bicicleta na parte de trás da casa.
- Parece que você está feliz hoje, o que aconteceu?
- Alison DiLaurentis falou comigo, mãe. – Disse sorrindo tanto que parecia que se esticasse mais um pouco o rosto, iria rasgá-lo.
Ashley ficou tentando lembrar onde já havia ouvido aquele nome antes, até Hanna se lembrar que não tinha conseguido pegar o pedaço da bandeira e mudar sua expressão, indo para o quarto, parando entre o armário e a geladeira para buscar um pacote de salgadinho, onde iria afogar sua pequena mágoa.

O Pai de Hanna havia saído de casa, fazia poucos dias. Tom Marin conheceu Isabel e se apaixonaram. Isabel tinha uma filha, chamava-se Kate. Era aparentemente tudo o que Hanna queria ser. Magra e com o cabelo perfeitamente em ordem. Seu pai lhe mostrou uma foto de Isabel e Kate e instantaneamente Hanna a odiou. E Ashley ainda era apaixonada por Tom.

Spencer entrou pela porta da cozinha e foi correndo para o quarto, lá sua janela dava de frente para a janela de Alison. Não que ela ficasse espionando ou coisa assim.
Começou a escrever seu discurso, pois em um mês teria uma competição, para quem seria o representante de turma da escola e ela estava competindo com Andrew Campbell. Os dois sempre revezavam o 1º e o 2º lugar nas aulas. Sempre foi assim, desde o primeiro ano.

Emily era uma garota politicamente correta, pelo menos para os pais dela. Era o tipo de família clássica de Rosewood. Pais militares e filha esforçada por um futuro melhor.
Ela fazia natação, desde sempre. Sempre tinha competições em Rosewood Day, era uma das escolas mais caras de Rosewood, embora não houvesse muitas escolas por lá, era uma cidade pequena e monótona, até alguém começar a revirar os tapetes.
Estava escurecendo, Alison acendeu a luz de seu quarto e continuou lendo seu diário. Jason entrou no quarto, fazendo Alison fechar imediatamente objeto.
- Não sabe bater na porta? – Perguntou irritada
- Você acha que tinha necessidade de levarem ela de novo? Acho que ela já está melhor. – Disse olhando-a, encostado na cômoda, em frente à cama.
- Claro que não, ela roubou meu anel e até tomou café da manhã mais cedo, pra ver se alguém notava alguma diferença. Aposto que se ela tivesse a chance, ela teria me mandado no lugar.
- Mas nossos pais iam perceber a diferença.
- Você tem certeza disso? – Perguntou levantando as sobrancelhas.
- É, acho que você tem razão. – Fez uma pausa e mudou de assunto – Eu vou sair. Quando eles voltarem, diz que eu não quero ser perturbado.
- Como se eu fosse sua empregada. Deixe um bilhete na porta. Não sou sua escrava. - Fez sinal pra ele sair, com as sobrancelhas arqueadas.
- Essa é a diferença entre você e a Courtney. Ela fazia o que eu pedia. – Saiu e fechou a porta.














Capitulo 3-
Dia 6 de junho de 1994. 

Era uma segunda feira comum na cidade. Mas algo novo iria acontecer na família Day-DiLaurentis.
Enquanto o Ator Barry Sullivan morria, Jessica Day-Dilaurentis dava a luz a duas meninas, Alison e Courtney. Gêmeas idênticas. Lindas e encantadoras.
Kenneth nunca tinha se identificado muito com Jason e não sabia o motivo. Quando as gêmeas nasceram, ele entendeu o motivo. Todo o carinho que eu tinha deixado de dar para o filho mais velho, ele havia guardado para dar para elas. Foi paixão a primeira vista. Os 4, Jessica, Kenneth, Alison e Courtney... Seriam felizes para sempre. Jason que se virasse. Até algo acontecer com a família feliz.
As gêmeas eram como almas gêmeas. Não havia outra palavra para descrever. Elas faziam tudo juntas, usavam roupas iguais e se amavam como nunca visto irmãos se amarem.
Os anos foram passando e as diferenças entre elas começaram a ficar evidentes.
Alison sempre era a mais dominante, a presença dela era sempre mais marcante do que a de Courtney. Mas Courtney sempre era a preferida. Nos grupos de estudos, os esportes, nos amigos. Ela era a mais doce. Talvez se você olhasse por algumas horas para Alison e Courtney, perceberia que alguma coisa era diferente na aparência, o que fazia Alison ser mais bonita. Mas mesmo assim elas eram cópias uma da outra.
Os pais não eram muito presente na vida delas. Mas o tempo que eles tinham, eles as bajulavam sempre. E Jason ia ficando cada vez mais reprimido e independente. Mas Courtney o adorava e eles se davam bem, pode-se dizer que até bons amigos, embora a diferença de idade fosse grande, relativamente.
Dizem que o signo de gêmeos é um dos mais perigosos em relação a caráter. Normalmente as pessoas possuem duas caras e você nunca sabe se pode confiar. Eles podem ser muito envolventes e cativantes, o que dificulta a avaliação. Dificilmente você saberá se ele está mentindo ou não.

- Court, o que você acha de ir lá no parquinho, como se fosse eu. Tem que ter alguma vantagem de ser gêmea, né?
- Mas pra que, Ali? – Perguntou Courtney.
- Ah, pra ser divertido. Vamos ver se eles acertam.
- Ta bom. – Disse achando estranha a brincadeira, mas concordou.

Tirou o anel com sua inicial “C” e colocou o com a letra “A” e foi para o parquinho.
- Você é você ou você é sua irmã? – Perguntou um garotinho no gira-gira.
- Eu sou minha irmã. – Respondeu rindo, sem ter entendido a pergunta ao certo.
- Achei que fosse mesmo.
- Por quê? – Disse se sentando junto com ele.
- Queria chamar sua irmã pra ir no meu aniversário, mas não sei se ela vai querer. Você acha que a Courtney aceita?
Courtney ficou confusa, diante da confusão do menino. Mas como a intenção era mesmo a troca, ela respondeu como se fosse Alison:

- Acho que ela aceita sim. Mas se eu não for junto com a Courtney, nossos pais não deixam a gente ir. – Colocou o cabelo para trás, como se fosse Alison, achando graça da atuação.
Eles começaram a girar no brinquedo, alguns minutos depois Kenneth e Alison chegaram perto deles.
- Courtney, você viu onde a Alison deixou o anel dela?
Courtney não sabia se mantinha a brincadeira na frente do seu amiguinho ou dizia que o anel estava com ela, porque Alison tinha pedido para elas trocarem de lugar. Courtney nunca havia mentido, então se mentisse provavelmente eles iriam perceber, então falou a verdade.
- O anel dela está comigo, a gente estava brincando de trocar de lugar. A ideia foi dela! – Pegou o anel e entregou para o pai.
- Isso é verdade Alison? – Kenneth perguntou olhando para Alison, que arregalou os olhos, negando o ato.
- Alison! – Brigou Courtney.
- Não sei do que ela está falando, papai. – Respondeu Alison com segurança.
Courtney fez beicinho, diante da cara de furioso de seu pai e da cara de confusão do menino sentado ao seu lado e saiu correndo para dentro de casa, se trancando dentro do banheiro. Ela não entendia por que Alison fingiu que era mentira dela, enquanto ela estava falando a verdade.
Alison começou a fazer várias coisas em casa e fingir que não estava na hora, para Courtney ficar encrencada e negar e colocar a culpa em Alison. Mas obviamente os pais defenderiam Alison, pois ela estaria fora “na hora do acidente”. Fazia coisas do tipo como quebrar louças herdadas da bisavó e sair de fininho. Como Courtney estava no andar de cima vendo TV e Jason... Bom, esse nunca ninguém sabia e ninguém se importava. Alison “Teoricamente” estaria brincando no parquinho, a única pessoa que sobrava para levar a culpa, era Courtney. E isso ao longo dos meses, foi deixando Courtney com raiva e introvertida. Ela não queria nada disso, ela só queria uma vida normal.
Alison se passava algumas vezes por ela, sendo muitas vezes agressiva com as crianças. Os pais dessas crianças não deixavam mais elas brincarem com Courtney, quando ela se aproximava das crianças, os pais corriam para tirá-las de perto.
Os Day-DiLaurentis começaram a achar que tinha alguma coisa errada com Courtney, para a felicidade de Alison. Jason não conseguia entender o motivo da mudança de humor, jeito e caráter de sua irmãzinha.
- Court, o que está acontecendo com você? – Perguntou Jason, se sentando na cama dela.
- Eu juro que não sou eu quem faço isso. Alison pediu para a gente trocar de lugar. Ai ela foi correndo falar com o papai que tinha perdido o anel dela, sendo que ela tinha me dado para fazer a brincadeira. Eu nem fui brincar esses dias. Estou estudando para entrar para o clube de matemática. Tentei uma vez e não consegui passar. Eu quero muito entrar no clube. Eu nunca trataria eles mal. – Disse e encostou a cabeça no colo do Jason.
- Se não foi você, quer dizer que a Ali está fazendo tudo isso para acusar você? Mas por que ela faria isso? Vocês sempre se deram bem. Sempre dividiram tudo. – Comentou Jason, confuso.
- Eu não sei. Por que você não fala com ela? Ela está me deixando doida! Ninguém mais quer ficar comigo na escola e eu nem fiz nada. – Começou a chorar baixinho. – Me ajuda, Jason!  Por favor! Eu só quero que gostem de mim. Eu não fiz nada de errado. – O abraçou.
- Vou conversar com ela. Nossos pais estão ficando preocupados. Se ela não parar logo de fazer isso, não sei o que eles podem fazer. – Fez uma pausa, acariciando o cabelo da irmã – Mas como ela consegue se passar por você? Cadê seu anel?
- Tá comigo, mas só algumas pessoas percebem as iniciais “A” e “C” e se ela não usar o dela, é fácil de fizer que sou eu e que esqueceu o anel em casa.
- Tudo bem. Fica calma. Não vou deixar nada de mau acontecer com você. – Deu um sorriso  para ela e continuou acariciando o cabelo, até que ela adormeceu.

Jason foi falar com Alison, mas ela negou tudo. Fazendo cara de assustada com a pergunta. Jason não tinha como provar que Courtney estava em casa e que Alison que estava se passando por ela, então ele fez um plano. Fingiu que ia sair, mas ficou em casa, para ver o que elas faziam. Mas o plano dele foi por água abaixo.
Alison estava na parte de trás da casa, indo para o parquinho no final da rua. Mas Courtney a cercou. Alison estava evitando ao máximo ficar perto da irmã, sabia que era melhor para as duas.
Kenneth e Jessica Day-Dilaurentis estacionaram o carro na garagem. Uma reunião havia sido cancelada, então eles chegaram mais cedo que o de costume.
- Por que você está fazendo isso comigo? Eu nunca te fiz nada! Você sempre foi a minha melhor amiga!
- Essa casa não tem mais lugar para você! Já estou cheia de ter que dividir tudo com você! Minhas roupas, meus amigos, meus pais e meu irmão. Estou cansada de você ser sempre a primeira a ser escolhida em tudo! Eu sou melhor do que você! Sempre fui. Mas ninguém consegue ver isso com duas de mim! – Alison falava com ódio no olhar, Courtney sentiu um vazio dentro de seu estomago e seus olhos se encheram de lágrimas. Alison não se comoveu, cruzou os braços e ficou encarando-a.
- Você quer se livrar de mim? Eu não entendo o que eu te fiz para você me odiar tanto Alison! Pensei que a gente se amasse. – Disse meio a lágrimas
- Esse é seu problema, você pensa demais. Você me irrita só pelo fato de existir. Não pode existir duas Alison Day-DiLaurentis.

Courtney tentou se recompor. Era muita informação. Sua irmã queria ela morta e ela nunca tinha feito nada contra ela. Mas ela não podia deixar que Alison continuasse maltratando-a e assumindo o lugar dela. Se ela queria ser a Courtney, então ela seria Alison. Nesse momento ela entendeu que nada mais seria como antes. Mas o que fazer? Sua irmã tinha feito um plano quase perfeito para se livrar dela e estava dando certo.
As duas começaram a andar em direção ao portão. Alison a encarou e bloqueou o caminho dela.
- Você não vai até lá. – Disse olhando fixamente nos olhos de Courtney.
- Você não vai até lá. – Repetiu, imitando os trejeitos da irmã.
- Vai lá pra dentro, você não vai me seguir!
- Vai lá pra dentro, você não vai me seguir!
- Para com isso, Courtney!
- Para com isso, Courtney!
- Para agora! – Ordenou Alison, empurrando Courtney para trás.
- Para agora! – Imitou e empurrou Alison para trás.
- Para!!!!!!!! – Gritou Alison e a empurrou com força, que a fez cair dentro da piscina. Courtney a puxou pela camiseta e Alison caiu junto.
- Você não pode continuar fazendo isso! Você já me encrencou demais! – Ordenou Courtney.
- Você tem que ir embora! Eu não te suporto mais Courtney!
- Eu não te suporto mais, Courtney! – Imitou Courtney, jogando água nos olhos de Alison.
Alison emitiu um grunhido com a boca e começou a bater nos ombros de Courtney. Courtney começou a ficar com raiva de não reagir e empurrou Alison para o fundo da piscina e a segurou por 3 segundos.
Os Day-DiLaurentis abriram a porta dos fundos e viu a Courtney afogando a irmã. E pelos últimos acontecimentos, eles sugeriram que realmente era a Courtney, não que eles tivessem certeza.
Courtney se assustou com o barulho da porta e soltou Alison, enquanto os pais já estavam gritando com ela. Ela não conseguia ouvir exatamente o que eles diziam. Sua cabeça rodava.
Alison a empurrou, fazendo-a voltar a si.
- Você tem que ir embora daqui! – Disse Alison, saindo da piscina com a ajuda de Kenneth.
- Eu não te suporto mais, Courtney! – Disse a própria Courtney, sem prestar atenção exatamente no que tinha dito.
Os Day-DiLaurentis levaram Alison para dentro de casa e deixaram Courtney ali, sozinha.
Jason apareceu na porta assustado. Pegou uma toalha e enrolou a irmã nela, depois que ela saiu da piscina.
- O que aconteceu?
- Alison disse que queria que eu desaparecesse e me empurrou na piscina. Ela me odeia. – Começou a chorar e sentou no chão soluçando. – Eu não fiz nada!
- A Alison está dizendo que você que empurrou ela dentro da piscina e que você disse que ia afoga-la.
- Mas eu não disse isso, Jason! Você tem que acreditar em mim.

Kenneth Day-DiLaurentis saiu pelas portas do fundo de novo e disse autoritariamente:
- Levanta e vai se trocar, a gente vai à um lugar. Agora! – Encarou a filha até ela se levantar assustada.
Jason não sabia qual versão era a verdadeira. Mas ele não achava que Courtney fosse mentir para ele. Mas ele também não achava que uma das gêmeas quisesse matar a outra. Não sabia o que decidir na cabeça dele.
Courtney e Alison se arrumaram e entraram no carro. Alison olhava ironicamente para Courtney, obviamente sabendo para onde eles estavam indo. Por mais que Courtney perguntasse, ninguém dizia nada.
Quando o carro estacionou, ela olhou a placa “Ala psiquiátrica”. Courtney arregalou os olhos sem saber o que pensar. Nem em seus piores pesadelos ela imaginou que seus pais e sua irmã a colocariam em uma clínica para loucos.
- Desçam, vocês vão passar por uma avaliação pela psicóloga/psiquiatra.
- Papai, eu não sou louca! Você tem que acreditar em mim!
- Não depois do que eu vi hoje. – Respondeu Kenneth.

Courtney estava muito nervosa e Alison muito feliz por isso.
A Psicóloga pediu que elas fizessem alguns desenhos e que falassem algumas coisas quando ela perguntava.
Courtney tremia e Alison era a calma em pessoa.
Depois de quase 1h30min de avaliação, a doutora deu o resultado. Alison era uma garota comum, sem nenhuma patologia, mas Courtney foi diagnosticada com Esquizofrenia. Alison começou a gargalhar e chamá-la de “Esquizo”, abraçando o pai.
Courtney chorava, pois ela sabia que ela não era nada disso. Ela apenas estava nervosa demais para fazer algo calmamente e sem tremer.  Na realidade ela realmente não era esquizofrênica. Mas a doutora sugeriu que ela passassem alguns dias em repouso na clinica, que se chamava Radley. E esses anos se estenderam, até algo acontecer e tirarem-na de lá.

Courtney voltou para casa, a contra gosto de Alison. Mas dessa vez ela estava alerta e preparada para qualquer coisa que a irmã pudesse aprontar para ela. Ela não ia mais voltar para aquele lugar. Ela não ia mais estudar pela internet, nem fazer amigos que não tinham a cabeça em ordem. Aquele lugar ia deixa-la doente, mais do que as ameaças da irmã. Mas mesmo que ela não quisesse se parecer com Alison, ela a idolatrava sem perceber. Não mudou uma mexa se quer do cabelo, para que as pessoas as diferenciassem. Não que as pessoas conhecessem ela, pois os DiLaurentis já haviam mudado de cidade e de sobrenome.
Alison voltou a tramar para que expulsassem a irmã de casa. Jason já estava cheio das brigas delas. Mas Courtney dessa vez estava preparada e Alison não ia se dar bem. Courtney viu o que Alison estava arquitetando e começou antes.
Na tarde do dia seguinte, os DiLaurentis avisaram que Courtney seria enviada de novo para o Radley. Então, dessa vez ela ia fazer a brincadeira do jeito certo. Agora ela seria quem ela deveria ser, anos atrás. Mas não seria brincadeira.
Alison entrou no carro gritando que ela era a Alison. Kenneth já tinha sido alerdado pela própria Alison que Courtney estava dizendo por ai que ela era a Alison, então ele não se importou. Alison foi levada no lugar de Courtney para o Radley.
Courtney, após esperar que Aria, Emily, Spencer e Hanna estivessem fora do jardim dela, subiu até o quarto de Alison e começou a reler o diário, exatamente como fez no dia anterior. Ela precisava estudar um jeito daquilo dar certo, ninguém podia descobrir nada. Tinha que ser tudo perfeito. Afinal, aquela era sua nova vida e ela que tinha que ter o comando da situação.
Ela sorriu frente ao espelho e disse com convicção:
- Eu sou Alison DiLaurentis e eu sou fabulosa!

























Capitulo 4 – Recomeço
- Hey- Acenou Alison para Hanna
Hanna olhou para os lados, para ter certeza que era com ela.
- É Hanna seu nome, certo? – Disse Ali com seu melhor sorriso.
- Sim. – Respondeu, tentando esconder seu lanche gorduroso e a latinha de refrigerante.
- Sabia que se você não comer carboidratos de manhã, você consegue equilibrar as calorias que você consome durante o resto do dia. Claro que se não exagerar também.
- Jura? – Perguntou Hanna, tanto para ter certeza, quanto para manter Alison conversando com ela.
- Só não conte isso para nenhum nutricionista, se não vão dizer que eu sou louca. – Frisou o “louca”, achando engraçado dizer aquilo de forma figurativa.
- Duvido que alguém ache isso de você. – Afirmou sincera.
- Pode apostar que tem. – Piscou- A gente se encontra na aula de química. – Sorriu e saiu.
Alison entrou na aula de francês minutos depois encontrando Emily Fields.
- Fiquei sabendo que você será a atração principal das Sharks no final de semana. – Disse Alison, encostando o quadril na cadeira de Emily.

Emily sentiu seu rosto corar e todas as palavras que ela conhecia de repente tinham sumido de seu vocábulo. Alison ficou esperando que ela dissesse algo, mas isso não aconteceu.
Impaciente, se sentou na carteira ao lado a dela, pois sabia que a professora sempre passava trabalhos em grupos/dupla e por lógica, Emily seria seu par.
Emily ficou confusa, não sabia se ela ia conseguir ficar a vontade com ela, aliás... ninguém conseguia ficar a vontade... pelo menos não com a verdadeira Alison.

- Alison, o que você está fazendo? Vem sentar com a gente. – Chamou Riley.
Alison pensou, tentando forçar a memória, pois não se lembrava quem eram as duas meninas que a esperava do outro lado da sala. Mas logo percebeu que eram Riley e Naomi.
- Não vou a lugar nenhum. – Respondeu, abrindo o caderno, virando o rosto.
- Tudo bem, a gente vai ai então. – Afirmou Naomi.

A loira revirou os olhos, mas não impediu o ato.
A professora não passou trabalhos em dupla, para o azar de Alison e sorte de Emily, pois ela estava com o coração tão acelerado, que pensava que Alison estivesse ouvindo.
Quando o sinal tocou, Emily estava tão nervosa que levantou correndo e deixou o caderno embaixo da carteira.
Alison pegou o caderno e guardou em sua bolsa.
- Qual a sua aula agora? – Perguntou Naomi para Alison, puxando assunto.
- Como se você não soubesse. Aposto que você tem meu horário no seu fichário. – Disse com desdém.
- Isso é verdade. – Tirou do fichário uma folha com o horário dela e riu.
Courtney ficou animada em saber isso, afinal... ela nunca tinha frequentado uma escola regular desde os 9 anos, então ter seguidoras que na verdade são suas fãs e amigas, era simplesmente fantástico, mas o único problema, é que elas não eram “suas” amigas e sim da sua irmã. Por tanto, por mais que ela tivesse gostado delas, não poderia manter uma relação, ela realmente precisava de novas amigas, então precisava continuar com o plano.
Alison não sabia onde ficava a sala, a escola era muito grande.
- Me acompanham? – Disse Alison, entrelaçando os braços com os braços delas.
Elas assentiram e foram até o laboratório de química.
Riley e Naomi foram para suas aulas logo após. Hanna ainda não havia chegado.
Minutos depois da aula começar, Hanna chega, Alison olha diretamente para ela, fazendo gesto para Hanna se sentar ao seu lado. Hanna se sente animada, mas ao mesmo tempo confusa, achando que pode ser outra brincadeira de mau gosto dela, mas Courtney nada fez. E foi tão simpática com ela que Hanna se surpreendeu, se sentindo quase a vontade e como se fosse real.

O sinal bateu novamente, Hanna não se mexeu. Alison achou curioso e a encarou.
- Por que você me chamou para sentar com você?
- Estou cansada da Riley e da Naomi, preciso encontrar novas amigas. Elas parecem legais de longe, mas já estão me deixando sem paciência.
- O que elas fizeram?
- Por que a gente não conversa lá em casa? Uma festa do pijama? Só eu e você. – Propôs pensando em ver e usar todas as roupas que Alison havia deixado para trás.
- Sério Alison? Tá me chamando para ir na sua casa? – Perguntou Hanna levantando da cadeira, dando pulinhos. Ficando extremamente ridícula de longe.
- Hanna, não faça isso. – Se referindo aos pulos. Colocou sua mochila no ombro, olhou para Hanna enquanto caminhava em direção à porta. – Depois a gente combina. Até amanhã! Ah, e se você quiser sentar comigo amanhã no almoço, é melhor dar um jeito nesse cabelo. – Disse apontando e fazendo uma careta, como se o cabelo dela lhe desse arrepios.
Ao sair da sala, Ali se esbarra com Aria e acaba derrubando um dos livros que ela carregava para a aula de literatura.
- Por que você está lendo esse livro? É só para o último ano. – Perguntou Ali, esperando uma resposta razoável.
- Porque eu quero ver se eu vou ter uma visão diferente daqui uns anos.
- Isso é algo que você faz sempre?
- Não, meu professor de literatura disse que era bom fazer isso. É a primeira vez.
- Interessante essa conversa de corredor, talvez eu venha a fazer isso. – Sorriu, Aria não sabia exatamente o que fazer, então apenas pegou o livro e foi para a sua sala de aula.

Alison pegou seu horário de aula, física avançada, ela não era tão boa em contas de física, mas sua irmã era ótima. Ela teria que dar um jeito, talvez eliminar uma matéria não fosse tão mau.
- Onde você está indo? – Perguntou o segurança
- Para casa, professor me dispensou. Minha mãe ligou. Pediu para eu voltar. – E se lembrou que estava a ser educada demais. Se ajeitou nos saltos e completou – E eu não lhe devo satisfações. Está querendo conversar? Liga para algum telechat. – Disse tentando fazer uma careta de ironia.
- Ali, você sabe que eu sou casado. Só perguntei porque você nunca faltou a uma aula de terça-feira.
- Anda me vigiando? – Perguntou, estranhando a “ligação” da irmã com o segurança do colégio.
- Não sei o que te deu hoje, mas pode ir. – Comentou o segurança, confuso.
-Mesmo se você não deixasse, eu iria. – Respondeu e saiu, sorrindo.

 Ao caminhar por duas quadras, seu celular emitiu um som. Bip.
“Ali, a aula já começou. Cadê você?
Você só pode estar passando mal para chegar atrasada numa aula de física.
Xoxo, Noemi.”


Ela se encostou na parece, pensando se respondia ou não, para se preocupar com  a resposta.
“Eu tenho uma coisa pra fazer, minha mãe me ligou.
Xo – Ali”


Respondeu, vago assim como Alison fazia quando ela perguntava alguma coisa.

No dia seguinte, durante o almoço...
Sentou-se na lanchonete, logo Naomi e Riley se sentaram ao seu lado. Embora ela não quisesse fazer isso, mas tinha que parecer real. Era real.
- O que vocês estão fazendo? Quem chamou vocês aqui?
- Como assim Ali? A gente sempre senta aqui... com você. – Respondeu Naomi, achando que era algum tipo de brincadeira.
- Pois agora não sentam mais. Encarou-as impaciente enquanto esperava que elas se levantassem.
- Está falando sério, Alison? –Limitou-se a dar meu melhor sorriso cínico em resposta. Elas se levantaram contrariadas, sem entender.

Engoliu a frustração e viu que Andrew Campbell estava sentado numa cadeira, com um copo apoiado na bancada. Hanna observava Alison de longe, em dúvida se deveria ir falar com ela ou não, mas não foi.

- Estudando para humilhar a Spencer Hastings?
- Humilhar não. Esse trabalho eu deixo para você. – Disse sem a encarar -
- Ah, claro. Faço isso muito bem, mesmo.– Disse se sentando ao lado dele.
- Como se isso fosse um elogio.
- Ai, por favor! Você não consegue fazer nada que o livro não mande. Você é um daqueles nerds que preferem ficar em casa estudando, do que se divertir. Não tem amigos. Não enxerga nada, nem além das entrelinhas.
- Acabou? – Perguntou, olhando-a por sobre o livro.
- Não, eu poderia passar a tarde toda te adjetivando. – Disse Alison, mexendo excessivamente no cabelo
- Não perca seu tempo, eu tenho um dicionário. – Comentou Andrew, se irritando com a conversa.
- Dicionários não têm entonação e nem são tão autênticos como eu.  – Disse, tentando parecer ao máximo com sua irmã, mas percebeu que precisava estudar mais sobre ela, para poder fazer isso.
- Ai, ok Alison. O que você quer?
- Quero ver seu discurso. – Disse sorrindo.
- Do debate? – Perguntou chocado.
- Por que? Você anota suas falas, quando você conversa com alguém? – Perguntou rindo, irônica.
- Ta aqui. –Entregou, sem esforço algum.
- Esse não é seu discurso, se não você não me daria com tanta facilidade.
- Caramba, Alison! Por que você tem que desconfiar de todo mundo?- Disse irritado.
- Desde que até a minha sombra não é confiável. E você faz uma cara bem suspeita quando está mentindo. A gente estuda no mesmo colégio desde a terceira série. – Disse, esforçando sua mente, para lembrar do anuário que decorou- Não é tão difícil saber quando alguém te esconde um segredo.
- Isso foi uma ameaça? – Perguntou fechando o livro e o colocando sobre a bancada.
- Entenda como quiser. E obrigada pelo discurso. Saiba que se esse não for o verdadeiro, eu posso fazer da sua vida um inferno, se eu quiser. Melhor fazer o que eu falo ou vai se arrepender.
- Eu não tenho medo de você, Alison. – Disse Andrew a encarando com seus olhos castanhos esverdeados e o cabelo castanho levemente despenteado.
- É melhor ter. Sabe? Parece que algumas notas estão mudando de A+ para B-. Espero não seja nenhuma das suas. – Sorriu ironicamente e coloquei o discurso dele em minha bolsa e caminhei até a biblioteca, onde provavelmente minha próxima BFF estaria.

Caminhei até alguma das mesas e “bingo”. Lá estava ela. Spencer Hastings com seus óculos e seus livros.
- Aposto que seu discurso deve estar muito melhor que o do Andrew. – Disse apoiando uma das mãos na mesa que ela estava e outra na cintura.
- Espero que sim. – A encarou, como se não tivesse entendido o motivo do meu comentário. – A biblioteca está um pouco cheia, se quiser usar o outro lado da mesa para estudar, não tem problema. Ok?
- Não obrigada. – Sorriu – Já terminei todos os meus trabalhos.
- Oh, tudo bem. – Respondeu, não demonstrando qualquer emoção em falar com ela. Torceu a boca, pensando no que falar, enquanto ela grifava algumas coisas no livro.
- Se quiser, te ajudo a conseguir o que Andrew possa ter escrito no discurso. – Silêncio- Ei, eu te fiz alguma coisa?- Spencer a olhou confusa, como se fosse obvio e Courtney percebeu. – Acenou com o papel, sorrindo com uma promessa e sai dizendo: - A gente se vê... ou não.
Courtney continuou encarando-a até sair pela porta lateral do lado direito.
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Pra quem estava ansioso, as IE BookStore, terminou a tradução de Ali's Pretty Little Lies.

https://skydrive.live.com/?cid=52B47CC61DAA1676&id=52B47CC61DAA1676%21190

Xo
Sweet

2 comentários:

  1. GEEENTE!!!TÔ ADORANDO DEMAIS E MORTA DE ANSIOSA PELO PRÓXIMO!NÃO DEIXEM DE ESCREVER,PLEASE!!!

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    1. A Fanfic é postada no Nyah. Clique no link que está a cima para acompanhar.
      Xo
      /Sweet

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